segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

1. A Vida e o Livre-Arbítrio


Fazendo justiça a um dos direitos universais humanos, venho expor a minha liberdade de expressão. E nada mais importante é do que exprimir aquele que para nós é o conceito de Vida, Viver. Como espírita que sou, acredito, solenemente, numa sucessão de vidas associada ao livre-arbítrio que adotamos.
Em termos biológicos, a vida de um ser humano inicia-se no momento da conceção, estende-se por um período até ao momento da morte física. Creio que num certo momento desse período nos devemos interrogar o que é de facto viver. Talvez seja tempo e oportunidade para pensar, verdadeiramente, no porquê das coisas, na racionalidade do que aprendemos sobre uma vida que começa no nascimento físico, se prolonga pelos dias mais ou menos difíceis, e termina na sepultura, porque no teu íntimo algo te diz que tem de haver alguma força superior.
A vida, em que todos falam e prezam, é, necessariamente, essencial porque nos foi dada para que exercitássemos um trabalho de aperfeiçoamento perante as tentações sempre presentes na vida material. Mas a verdadeira vida, aquela a que pertencemos enquanto espíritos, é a vida verdadeira, a vida da felicidade plena realmente alcançável, a vida de que temos sede permanente, e que precisamos de preparar, subordinando a matéria aos postulados do amor divinamente eterno. Reservemos uns momentos para busca dessa vida, por forma a que, nas lutas do dia a dia, tenhamos sempre presente que na vitória sobre os vícios e falhas, cimentar-se-ão as virtudes que se abrirão para a evolução plena. O Ser é como o vento, sopra onde quer e ninguém sabe de onde vem, ou para onde vai. Se sermos felizes é a prioridade de cada um de nós, meditemos sobre as causas que antecedem a nossa atual existência que, tendo todo o efeito uma causa, terão sido nossas escolhas, antes de reencarnarmos, feitas em liberdade, agindo de acordo com a nossa integra vontade, que ditam, agora, o caminho por onde trilhamos. Foi livre, o nosso arbítrio, a nossa escolha, a sementeira que fizemos ora colhemos.
Esta é a OPORTUNIDADE sublime de remissão de erros, ou de aplicação eficaz dos conhecimentos, a sabedoria de que somos dotados, em favor do bem estar daqueles que nos acompanham, mas que recebem oportunidades dolorosas de despertar para a verdade. O momento é de reflexão e de gratidão pela possível paz que se faz sentir nos teus dias, prova que aprendeste a lição da vida e que não voltas a cair nos mesmos erros.

Sejam felizes


Boa noite !

Desde há alguns anos que nasce e explode em mim uma necessidade eminente de expressar o que me vai na alma. Ao longo desses mesmos anos, reconheci e assumi a minha espiritualidade como forma de vida e de ver a vida.
Tinha eu 11 anos quando, pela primeira vez, visitei uma Associação Espírita, entre outras tantas existentes, da minha região. Confesso que, no inicio, apesar do prisma diferente com que debatiam o percurso Vida, não despertava em mim grande sede nem curiosidade de saber mais sobre aquele mundo, pelo que me ausentei das reuniões por um extenso período.
A certa fase da minha vida, por força maior das (más) circunstâncias, sentia-me derrotada, sem vida, sem fé, sem alma, sem rumo. Lembrei-me então de ler e reler “O Livro dos Espíritos” e o “Evangelho Segundo o Espiritismo” da autoria de Allan Kardec, sendo reconhecido como codificador da Doutrina Espírita e igualmente pela sua mediunidade. Na simplicidade e humildade das suas palavras, Kardec sucinta a sua doutrina com a frase “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.
Desde então, procurei alimentar e sublimar a minha sabedoria interna e espiritual, escutando as calentosas palavras dos médiuns, agindo em conformidade com o amor divino, na tentativa de apaziguar as dores da alma e do coração. Mais do que nunca, acredito na força da fé, no amor incondicional, no perdão como forma de libertação e salvação.
Por isso, através deste blogue, dentro dos limites dos conhecimentos que vou adquirindo, sirvo-me da liberdade de expressão para partilhar com os outros mil formas de ver e viver a vida.
Progredir é o caminho, não só na nossa intimidade bem como na caridade com o próximo.

Muito amor
Muita paz